AS FAKE NEWS E O CASO MARIELLE FRANCO - UMA ANÁLISE
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Um governo onde faltem homens sábios destrói uma nação mas se há conselheiros prudentes o povo vive em segurança. (Provérbios 11:14)

Recentemente, em um email enviado a uma amiga, eu abordei brevemente o caso do assassinato da vereadora Marielle Franco, episódio que repercutiu não só no Brasil, mas também na imprensa internacional. Certamente foi algo triste e nenhum cristão em sã consciência ficaria contente com a morte da vereadora, ainda que o posicionamento ideológico dela fosse notoriamente não cristão, no sentido ortodoxo da palavra. Mais detalhes adiante. Mas será que todas as nuances dessa repercussão estão sendo consideradas? Há algo que a mídia convencional deixa abaixo da superfície da informação, impedindo uma análise mais imparcial do caso e seus desdobramentos na mídia alternativa? Ao ler os parágrafos seguintes, caso tenha o tempo necessário, sugiro que acesse os links indicados no texto e considere os referenciais apresentados, sendo a maior parte deles vídeos do You Tube. Isso expandirá os argumentos e dará base a eles.

Um fator que deve ser inicialmente analisado é que o partido político que Marielle representava possui determinadas pautas pouco assimiláveis pelas pessoas comuns, chegando ao ponto de alguns o chamarem de “partido que defende bandidos”. Opinei no referido email que tal acusação não poderia ser imputada à vereadora, porém determinadas declarações dela direcionavam a opinião pública nesse sentido, pois “basta um pouco de fermento para fazer a massa crescer”. Daí indiquei um vídeo atribuído à Marielle, onde “ela” parece defender determinados criminosos que tinham sido abatidos pela polícia em confronto. No entanto, poucas horas depois, ao rever o vídeo, me dei conta que não se tratava mesmo de Marielle, mas de uma colega dela do PSOL chamada Talíria Petrone.

Devido ao equívoco, tive que corrigir o que eu disse e ainda postei um comentário no mural do vídeo indicado pedindo que mudassem o título dele, pois do jeito que estava não é honesto. Ou seja, caí na armadilha de uma fake news. Também descobri que o mesmo vídeo está reproduzido em vários canais. Inicialmente achei que isso fosse uma das razões da família de Marielle ter movido uma ação judicial pedindo a retirada de diversos vídeos do You Tube, sob a justificativa de que são notícias improcedentes e que estão denegrindo a imagem da falecida. Mas depois fui alertado de que tal vídeo não está dentre os vídeos denunciados na Justiça, uma parte dos quais já foi removida liminarmente ou por iniciativa de seus proprietários. Por esta razão é que não encontramos mais alguns vídeos que abordavam outras alegações não comprovadas sobre Marielle.*

Antes de prosseguir com essa questão a respeito de informações falsas sobre a vereadora, gostaria de ponderar outros fatores que estão sendo desconsiderados por aqueles que se indignaram com esse mau uso da Internet. E se a Marielle Franco, ao invés de militante do PSOL, fosse uma policial militar, qual teria sido a repercussão de sua morte? Determinado canal que aborda política com o viés humorístico respondeu de maneira bem interessante, ao publicar um vídeo mostrando que a consequência teria sido completamente diferente. O vídeo prova que é possível usar uma brincadeira para falar de algo sério e sem abrir mão do respeito que a ocasião exige. Ele descortina uma dura realidade para quem não quer enxergar racionalmente o caso em apreço. Imagino que essa verdade doerá mais em tais pessoas, quando assistirem a esse vídeo crítico. Pelo menos nas que ainda tiverem alma.** 

É claro que militantes vermelhos de plantão poderão dizer que isso é distorção e preconceito, e que está mais do que justificado esse processo de “beatificação” de Marielle, pois o crime contra ela seria político. Alguns já chegaram até ao veredicto de que os assassinos são policiais militares. Se por um lado as fake news devem ser repudiadas e denunciadas, por outro tal visão simplista da situação não tem nada de coerente e possui o gérmen próprio das paixões desprovidas de cunho racional e de provas materiais, especialmente na realidade atual em que a imprensa como a conhecíamos está perdendo a passos largos espaço para a Internet, um lugar no qual é preciso treinar a inteligência para saber separar o joio do trigo, o que é falso do que é verdadeiro. Esse salto qualitativo no poder de análise das pessoas é muito mais desejável do que a censura (que já ocorre em países comunistas).

E ainda existe outro aspecto que não pode ser atribuído às mídias sociais. Vivemos em um período crítico de desinformação generalizada e a antiga mídia, fomentada pelos que mandam no sistema, não quer que o “lado B” dos acontecimentos seja mostrado. E isso acontece em quase todo assunto que se possa imaginar, embora geralmente não cause nenhum efeito imediato ou perceptível na vida das pessoas. É algo tão chocante que quando os admiradores do status quo se deparam com determinadas denúncias inacreditáveis imediatamente as jogam na conta das famosas “teorias da conspiração”, sem nenhum exame prévio e mínimo de conteúdo. Não que elas realmente não existam, frutos de mera fantasia, como é o caso do terraplanismo (digo isso com base, pois já estudei o tema), mas colocar tudo o que não se conhece no mesmo bojo das elucubrações é no mínimo falta de critério científico e equidade, pois a investigação e o contraditório são princípios vitais para se chegar à verdade.

Em suma, para tais indivíduos controladores das informações, é preciso primeiramente passar a notícia por vários filtros, a exemplo do politicamente correto, para só depois ela chegar à população. Na TV e jornais impressos eles conseguem fazer tal controle, mas não no You Tube. E isso está deixando esse pessoal bastante preocupado e é só questão de tempo para haver censura nessa plataforma, e também em outras como o Facebook. Logicamente, eles não vão chamar de censura, mas darão alcunhas mais atraentes do tipo “regulação” ou “democratização” da Internet. Alegam que as mídias alternativas são promotoras de “fake news”. Apesar disso também acontecer, conforme eu mesmo aprendi na prática, a grande verdade é que o You Tube tem sido bem mais um veículo de VERDADEIRO esclarecimento do que de informações falsas, devido ao alto grau democrático visto lá. Basta saber onde garimpar o conhecimento de qualidade.

De qualquer maneira, a tendenciosidade, omissões e manipulações vistas na mídia tradicional também poderiam ser chamadas com igual justiça de fake news, mesmo tendo como foco fatos reais e serem apresentadas por pessoas elegantes e educadas, que não podem dizer o mínimo dos palavrões. Não é incomum tal mídia induzir as pessoas a juízos de valor completamente equivocados, tornando-as apenas massas de manobra que favorecem os interesses de “lobos vestidos em pele de cordeiro”.*** Existe claramente uma agenda predefinida que direciona o que será dito, privando até profissionais do jornalismo de expor suas verdadeiras opiniões. É o caso, por exemplo, de Alexandre Garcia, que é contra a ideologia de gênero e apresenta razões para isso, porém não pode expressar tal opinião na Rede Globo.

Mas voltando ao caso das fake news sobre Marielle Franco, não achei nenhum vídeo onde ela própria defende os criminosos aludidos no vídeo da outra vereadora. No entanto, não é desarrazoado supor que ela teria feito mesmo tais declarações se tivesse tido a oportunidade, pois ambas as vereadoras sempre defenderam as mesmas bandeiras do PSOL, conforme elas disseram em uma entrevista que deram juntas a determinado canal. Talvez por equivalência alguém resolveu criar essa “fake news” e colocar palavras na boca da vereadora que morreu, pois, afinal, os pensamentos das duas eram presumivelmente semelhantes, ainda que esse procedimento não deixe de caracterizar um ato de desonestidade, caso tenha sido proposital (provavelmente alguns estão replicando esse vídeo sem saberem que é mentira).

Logo, não se pode perder de vista que as duas representam sim o que o PSOL prega, posições não raro absurdas e insustentáveis. Por exemplo, o expoente maior do partido é desarmamentista, mas anda com vários seguranças fortemente armados. Por ser contra a redução da maioridade penal, já disse que os “infratores” de menor que cometem crimes bárbaros não deviam ser presos, mas sim encaminhados à escola, pois são apenas “crianças”. Diz também que os verdadeiros assassinos são os policiais e apresenta estatísticas sem distinguir quem dentre os mortos era inocente ou criminoso. Tudo isso pode ser confirmado em diversos vídeos (Exemplo 1 / Exemplo 2).

Sendo assim, os que se incomodam com aqueles que dizem que o PSOL defende bandidos (e também outros partidos), não deveriam ser tão rápidos em se ofenderem, pois existe uma base fática e real que dá pelo menos uma forte sugestão nesse sentido. E levando em consideração que a própria Marielle disse que era apoiadora do mencionado líder, há de se concluir que ela concordava com todas as bandeiras defendidas por ele e seus representantes. E ela própria já fez declarações que não são bem vistas por muitas pessoas, especialmente os cristãos praticantes. Dentre elas, era a favor da legalização do aborto, defendia a abominável ideologia de gênero, que não tem nenhum fundamento científico e já foi devidamente refutada por diversos estudiosos, e exaltou a revolução russa, evento que culminou posteriormente na morte de milhões de pessoas pelo comunista Josef Stalin, o maior genocida de todos os tempos. Também mostrou que não fazia distinção entre os que eram mortos por policiais, pois considerava todos “vítimas da polícia assassina” que “deve ser extinta”, conforme dizem diversos militantes do PSOL, e por isso fazia uso daqueles lemas utópicos comumente vistos nesse discursos, como foi o caso quando disse que a violência “deveria ser enfrentada com lápis e não com fuzis”. Por essa razão era contra a intervenção militar no Rio de Janeiro. E por aí vai.

Ou seja, nota-se que a esquerda no Brasil criou uma caixa de Pandora ideológica repleta de incoerências ou posições questionáveis que quase nunca são criticadas pela mídia convencional. E há bem mais exemplos. São tantos que faltaria espaço para listá-los. Veja adicionalmente o que disse Márcia Tiburi, do PT. Ela afirmou que entende a lógica dos assaltantes e concorda em tese com o que fazem! Também escreveu um livro chamado “Como conversar com um fascista”, daí, num belo dia, abandonou um debate em uma rádio porque chegou um indivíduo considerado fascista pela esquerda. Igualmente vergonhosa foi a atitude em um debate do socialista fabiano e historiador Marco Antonio Villa, que mesmo não acreditando que houve uma ditadura militar no Brasil, mas sim um regime militar, se apropriou do que não acredita para se opor ao presidenciável com quem debatia.

Esses casos reais que estou indicando aqui dariam para justificar até uma tese de doutorado, a fim de tentar entender como a cabeça dessa gente funciona. O que finalmente nos faz chegar ao seguinte ponto. Certamente seria justo excluir do You Tube todos os vídeos que estão atribuindo o discurso de outra militante do PSOL à Marielle, reputando a ela palavras que ela não disse. No entanto, parece que os familiares de Marielle estão pegando carona em fatos como esse para solicitar judicialmente a exclusão de vários vídeos que não têm relação com fake news. Quando muito mostram somente que a vereadora era defensora de todas as pautas mencionadas anteriormente. E foi justamente essa a conclusão da juíza encarregada de examinar o pedido, pois disse não haver razão para excluir 25 dos 38 vídeos denunciados.

Então, ao que parece, a petição também servia ao conveniente propósito de transformar Marielle em uma mártir de caráter ímpar, para construir sobre o corpo dela um palanque político que promova os interesses do partido a que pertencia e, quem sabe, ajude a esquerda voltar ao comando do Poder Executivo, pois seus integrantes não se contentam com a hegemonia que já possuem, uma vez que o aparato doutrinal da esquerda está no próprio “DNA” da máquina pública brasileira e de quase todos os meios formadores de opinião consagrados, a exemplo das universidades. Querem o poder total e absoluto, como é próprio do comunismo. Segundo consta, houve uma anuência do outrora regime militar, que não via nenhum problema os comunistas se instalarem em todos os porões da República, contanto que não aderissem à luta armada. Como se vê, os militares não eram tão malvados assim.

Resumo da ópera. Ao contornarmos a referida mentira veiculada no You Tube, por considerar todo o contexto no qual a vereadora estava inserida, vemos que, no final das contas, Marielle provavelmente compactuava com todos os ideólogos da esquerda e com os discursos do PSOL que fazem muitas pessoas concluírem que esse partido defende bandidos. Ainda que isso não seja justificativa para alguém criar fake news, nada é, certamente é um fator atenuante. E reitero que os posicionamentos “progressistas” dela também não dão permissão para que sua morte seja comemorada. Até porque Marielle se apresentava como sendo uma pessoa de bem, estando tão somente sob a influência de ideologias equivocadas, como ocorre com tantos outros. Assim quero crer.

Portanto, se querem combater as fake news nas mídias sociais, o caso Marielle Franco não deveria ser usado como desculpa para limar do cenário virtual os vídeos ou informações pertinentes que são devidamente fundamentados, só porque não apresentam o quadro idílico que a esquerda em geral gostaria de ver, a mesma esquerda cuja língua bifurcada de serpente prega o amor e ao mesmo tempo o ódio aos que não concordam com ela, conforme está bem exemplificado no lamentável discurso de Mauro Iasi do Partido Comunista Brasileiro, quando afirmou que não quer diálogo com conservadores e pessoas da direita, mas sim que eles sejam todos fuzilados. Ainda cita o filósofo marxista Antonio Gramsci para justificar tal postura intolerante.

É como dizem, acusar os outros do que eles mesmos são é a marca registrada dos comunistas e afins, especialmente os mais proeminentes, pois na boca deles os direitistas é que são os tacanhos e promotores de violência. Entretanto, basta um passeio pelo You Tube para constatar que isso não é verdade, ao menos na franca maioria dos casos conhecidos (Exemplo 1 / Exemplo 2 / Exemplo 3). E se alguém duvidar disso, basta expor a si próprio às mesmas situações veiculadas para ver o que acontece...

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NOTAS:

* Vídeo com falsa informação sobre Marielle Franco que não foi interpelado judicialmente

O vídeo de Talíria Petrone atribuído à Marielle não está entre os vídeos que foram suspensos judicialmente pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (processo nº 0066013-46.2018.8.19.001), e sequer foi mencionado na petição. Sendo assim, eu vejo duas possibilidades: (1) a família de Marielle e seus representantes do PSOL não tomaram conhecimento do vídeo, ou (2) sabiam da existência dele, porém mas não viram nenhum problema. Se foi a segunda opção, isso reforça a hipótese que sustento aqui de que as palavras de Talíria podem ser tomadas como representativas do pensamento de Marielle, mesmo sendo o vídeo uma fake news.

** Reflexão sobre a cobertura dada na mídia à morte da vereadora

A origem etimológica da palavra “magnanimidade”, qualidade de quem é generoso, é o grego megalopsykhía, que significa literalmente “grandeza de alma”. E certamente quem valoriza mais uma morte em detrimento de outras semelhantes, por razões ideológicas, não está sendo generoso ao se valer desse duplo critério. A indignação deveria ser igualitária, ampla e irrestrita. Por exemplo, o carro no qual Marielle estava não se dirigiu sozinho, entretanto o motorista era “invisível” e pouco apareceu nos noticiários, não obstante ter perdido a vida no mesmíssimo acontecimento. Logo, os que acham que a cobertura dada à morte de Marielle está demasiadamente exagerada têm sim seus motivos para pensar assim. Porém, ao invés desse contraponto ser aceito da maneira que se espera em uma sociedade democrática, ou seja, de forma serena, são figurativamente “apedrejados” por aqueles que gostariam que todos se irmanassem numa espécie de corrente ecumênica pela memória da vereadora.

*** Manipulações e fake news na própria mídia tradicional

É o caso, por exemplo, da teoria do aquecimento global antrópico (causado pelo homem). Note que esse assunto desapareceu dos noticiários nos últimos meses, pois o hemisfério norte está passando por uma das maiores ondas de frio dos últimos tempos. Não seria viável ficar falando desse tema, uma vez que a realidade física ao redor está mostrando o oposto. E como o Brasil, mesmo de clima tropical, simplesmente reproduz o que é noticiado nos países ricos, especialmente nos Estados Unidos, essa história do aquecimento global está momentaneamente esquecida. No entanto, imagine se a situação fosse o contrário, ou seja, estivesse havendo nos países setentrionais um aumento record de temperatura, o que você acha que aconteceria? Veríamos novamente as notícias apocalípticas a respeito do homem ser o responsável por tal fenômeno climatológico. Mas a boa notícia (que você não vê na TV) é que não existe nenhuma prova científica de que realmente tal aquecimento é resultado do CO2 que o homem joga na atmosfera, e há apenas simulações de computador baseadas em modelos teóricos. Daí o aquecimento antrópico ser apenas uma teoria.

O clima na Terra muda conforme a época, de modo que os aumentos e decréscimos de temperatura ao longo das eras são simplesmente processos naturais que nada têm a ver com emissão de gás carbônico pelo homem, da mesma maneira que o “buraco” na camada de ozônio antártica não possui nenhuma ligação com gases CFC (clorofluorcarbono). Sim, essa outra alegação também já foi refutada pela verdadeira ciência, não comprometida com interesses econômicos... Para você ter uma ideia dessas grandes mudanças, os cientistas dizem que o planeta já passou por uma era glacial há cerca de 15 mil anos e que no futuro isso acontecerá novamente. Sendo assim, como encaixar nisso a noção de que a Terra ficará cada vez mais quente? Lembro-me que, certa vez, o Jornal Nacional deu uma “escorregada” e mencionou o trabalho de um cientista que informou que vários séculos atrás a Terra estava mais quente do que hoje. Mas o que é isso? Como tal coisa seria possível se não havia carros a combustão, indústrias e grandes criações de gado? Quem foi então o responsável por aquele aquecimento global no tempo das carroças puxadas por cavalos? É uma pena que não encontrei o vídeo dessa matéria para indicá-lo aqui.

Na verdade, existem dados empíricos que provam a inviabilidade da teoria da mudança climática antropogênica. Por isso as estações meteorológicas ao redor do mundo estão sendo desmanteladas, para jogar essas evidências para “debaixo do tapete”, mas com a desculpa de que os satélites dão conta do serviço, o que não é verdade. Apesar de tudo isso a teoria do aquecimento global é apresentada nos meios de comunicação como se fosse uma verdade incontestável. E o pior vem agora. Os cientistas que sabem a verdadeira verdade e não concordam com essa enganação midiática, estão sendo expurgados da comunidade científica, pois os promotores da farsa (ligados à ONU), não querem vozes contrárias nesse assunto. Grande “ciência”, essa deles! Por isso os recursos financeiros desses pesquisadores dissidentes estão sendo cortados, como aconteceu com o Professor Dr. Ricardo Felício, especialista em climatologia da USP. Mesmo sendo algo gravíssimo a maioria das pessoas nunca ouviu falar de tal ostracismo.

E você pode estar se perguntando o motivo desses procedimentos capciosos. Ora, o de sempre. Dinheiro. Por isso criaram um fundo bilionário internacional no qual os países comprometidos com o meio ambiente devem depositar altas somas. Assim, os paladinos da "ciência" terão recursos para salvar o nosso planeta. Donald Trump retirou os EUA desse acordo (porque foi informado dessas coisas), e por essa razão passou a ser massacrado pela mesma mídia que promove a divulgação exaustiva dessa teoria infundada.

Ainda que as evidências favorecessem os “cientistas” do aquecimento, eles jamais deveriam esconder os argumentos contrários, pois é princípio fundamental do método científico testar a teoria em busca de falhas nela. À medida que ela passa nos testes, torna-se mais forte, aumentando a probabilidade de ser verdadeira. Recomendo que você veja pelo menos os vídeos indicados nesta nota. Deste modo você constatará que existem amplas pesquisas que comprovam o que estou dizendo aqui. Não se trata de teoria da conspiração, conforme poderão dizer os autores dessa enganação ou os ignorantes úteis que vão na onda do que os primeiros defendem. Ridicularizar pesquisadores sérios insinuando ou dizendo que eles são conspiracionistas também faz parte do modus operandi dos defensores da falácia do aquecimento antropogênico. E suponho que os jornalistas sejam quase todos do segundo grupo, o dos ignorantes, pois dificilmente eles estudarão esse assunto com seriedade. Não sabem que foram enganados e que são marionetes, instrumentos da desinformação.

Por fim, é preciso também ficar atento à maneira que as notícias são apresentadas na mídia convencional, pois há manipulações sutis geralmente não percebidas no nível consciente que fazem os receptores das informações construírem ideias erradas do que está sendo veiculado, através de recursos visuais, linguística e técnicas de semiótica. Estes são os aspectos indesejáveis mais presentes no noticiário tradicional, ao invés de casos chocantes cheios de requinte que semeiam falsidades, como o que foi comentado acima.

Por exemplo, se os responsáveis por um canal de televisão repudiam determinado candidato político, se houver diferentes manifestações de apoio a ele, será escolhida para ser mostrada na TV a que tiver o menor número de pessoas, isso se resolverem noticiar o fato (a omissão intencional de acontecimentos relevantes também é adotada com frequência). Caso uma matéria seja escrita sobre o mesmo candidato, ao incluírem uma foto dele, escolherão a pior possível, de preferência feita em um momento de aborrecimento, para ligar a imagem dele a características negativas. Por outro lado, se o objeto da notícia for um candidato apreciado pelos responsáveis da emissora, ele será apresentado da melhor perspectiva. Mostrarão as maiores manifestações, e se elas não ocorrerem, porque apenas alguns pequenos grupos se reuniram, escolherão um ângulo de câmera tal que altere a realidade, a fim de apresentar um engajamento maior do que realmente aconteceu. O mesmo ocorrerá em relação às fotos. Serão escolhidas as melhores, com sorrisos radiantes e cheias de positividade. Naturalmente, eles podem fugir ocasionalmente desse padrão, talvez para não ficar tão evidente que fazem esse tipo de coisa.

Caso esteja duvidando que é assim e queira fazer um teste, a partir de agora, ao ver situações como as supramencionadas, compare o que você viu na TV com o que é mostrado em canais de notícias do You Tube, ou vice-versa. Com o tempo você perceberá que, mesmo com poucos recursos e não tendo a excelente estrutura técnica dos programas televisos, os canais sérios da Internet não fazem uso de técnicas manipuladoras e frequentemente estão superando a televisão em termos de qualidade das informações e alguns ainda denunciam as referidas manipulações vistas na velha mídia (Exemplo 1 / Exemplo 2 / Exemplo 3). Por enquanto, tais canais estão focados mais em assuntos políticos. Mas pode ser que um dia eles ampliem o conteúdo, ou surjam novos canais que façam isso.

Portanto, hoje em dia só ficará à margem da realidade dos fatos dois tipos de espectadores: os que não têm Internet ou os que têm mas voluntariamente não desejam o tipo de esclarecimento que mostra os dois lados da mesma moeda. E o mais incrível é que, ao que tudo indica, o segundo grupo tem um número enorme de representantes. Mas parece que isso está mudando. O tempo dirá.

 

Artigo revisado e atualizado em 30/03/18.

Autor: Adelmo Medeiros

 

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